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Centro Cultural e Templo dos Orisá Egbe Ifá Ire


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Olá!

Comunidade da religião dos orixás ou não  a (ACAD) É UM NUCLEO REGIONAL é um local onde desenvolve a proteção básica, centro de referencia  social na oferta de serviço continuados  de proteção cultural, religiosa e porteção social básica. Onde esta localizada na,

RUA: DESEMBARGADOR GASTÃO MACEDO 118 PRAÇA SECA -RJ

TEL: (21) 24257432

Email: paulodesu@yahoo.com.br / pauloganga2014@gmail.com

Acad é uma organização não governamental, uma porta  de entrada dos usuários à rede de proteção cultural, religiosa e proteção social básica.

Total de visitas: 176840
Osaalá

OXALÁ


 

 

Criador do Universo, responsável pelos seres (animais, vegetais e o homem).

Este Orixá rege o destino do Homem.

Oxalá participa de todos os orikis. Sendo o Orixá que originou quase todos os outros Orixás,

através das uniões com Iemonjá e Nanã. Dentro do culto é tratado com muita reverência.

PERSONALIDADE: Fortes, lutadores, prepotentes, algumas de suas qualidades são bondosas,

agressivas, reclamões, irritantes gostam do perigo.

PAÓ: Comum, de forma lenta e compassada. Seguindo do adobale.

COR: Branco e azul.

SÍMBOLO: Oxoguian (pilão, escudo e a espada), Oxalufan (cajado).

METAL: Chumbo

FILIAÇÃO: A própria criação

QUALIDADES:

Oxoguian

Oxalufan

Lissaça

Obatalá *

Oxaluzí *

Amadiocilé *

Oduduwá *

QUALIDADES DE OXALÁ:

1. Oxalá -o sol

2. Oxaguian - o nascer do sol

3. Oxanyin - Oxalá moço

4. Oxadinhan - Oxalá moço

5. Oxagiriyan - Oxalá feminino

6. Oulissa - Oxalá no gege

7. Oxalufan - Oxalá velho

8. Oxá olokun - Oxalá do mar

9. Orixalá - Oxalá do meio dia

10. Obi-am - esposa de orixalá

11. Orixá okô - Oxalá da agricultura

12. Obá-okê - Oxalá da montanha

13. Ora minhan - filho de odudua e obatalá

14. Orixanlá - rei dos orixás

15. Ifá - o espírito santo

16. Canaburá - o nascer do dia

17. Obatalá

18. Odudua

19. Okin

20. Lulu

21. Ko

22. Oluiá

23. Babá Roko

24. Babá Epe

25. Babá Lejugba

26. Akanjapriku

27. Ifuru

28. Kere

29. Babá Igbo

30. Ajaguna

ORI

Ori é o deus portador da individualidade de cada ser humano. Representa o mais íntimo de cada um, o

inconsciente, o próprio sopro de vida em sua particularização para cada pessoa. Ori mora dentro das

cabeças humanas, tornando cada um aquilo que é.

Como ao morrer, a cabeça de uma pessoa não é separada para o enterro, Ori é conhecido como aquele

q pode fazer a grande viagem sem retorno, pois os outros orixás, mesmo quando morrem seus filhos,

sao libertados da cabeça (Ori) e retornam ao Orun (céu, ou mundo exterior).

Durante o processo iniciático a primeira entidade a ser equilibrada é justamente o ori, a individualidade

pessoal, para que a pessoa não se transforme em um mero espelho do orixá. À cerimônia de equilíbrio

do Ori dá-se o nome de Bori (bo = comer, ori = cabeça => dar comida para a cabeça, fortalece-la).

Um dos mitos sobre Ori diz que ele pode depois de enterrado voltar ao orum, levado por Nanã ou Ewá.

Diz este mito q um dia Ori percebeu q era o momento de nascer outra vez e foi falar com Olorum, o

Universo, solicitando permissão para nascer na mesma família em que havia nascido antes. Olorum

permitiu, com a condição de q apenas ele, Olorum, pudesse conhecer o dia de sua morte, sem que Ori

pudesse opinar sobre esta questão. E que o destino de Ori só pudesse ser mudado quando Ifá fosse

consultado" .

Este orixá não tem características estéticas pois não incorpora. Apenas é cultuado juntamente com os

orixás, possuindo um número no jogo de búzios onde "fala".

A quizila de Ori é a mentira

AJALÁ

Ajalá é o oleiro primordial. A parte de Oxalá responsável pela criação física dos homens, por seu corpo,

sua cabeça (onde vive Ori). Ele representa o aspecto mais orgânico do ser humano; o tipo de barro, de

maior ou menor qualidade, mais ou menos cozido (o que implica maior ou menor numero de

problemas), mais claro ou escuro. Ajalá mistura ao barro folhas, frutas, minérios, sangues e uma série

de materiais que determinam como será aquela pessoa, como Ori poderá agir nela. Estes ingredientes,

com o tempo perdem o axé (energia) e precisam ser, de vez em quando, repostos, o que é feito nos

rituais do candomblé, entre eles a iniciação.

Diz um dos mitos que Ajalá foi incumbido de moldar as cabeças dos homens com a lama do fundo dos

rios e outros elementos da natureza. Ele moldava as cabeças e as punha para assar em seu forno.

Ajalá tinha, contudo, o hábito de embriagar-se enquanto cozia o barro e criou muitas cabeças

defeituosas, queimando algumas e deixando outras com o barro cru. A causa dos problemas que

muitas pessoas apresentam antes de serem iniciadas viria exatamente de um ori cru, ou queimado, ou

mal proporcionado feito durante alguma bebedeira de Ajalá. Como os orixás não gostam de cabeças

ruins, a pessoa ficaria desprotegida, sem a energia do orixá. Depois que Ajalá terminava de fazer os

oris (cabeças) Obatalá soprava nelas e lhes dava eni, a vida.

Ajalá é considerado avatar de Oxalá, mantendo as mesmas características. Não é cultuado. Apenas

louvado.

ORUNMILÁ

Orunmilá, também conhecido como Ifá, é o princípio da intuição, da premonição, os sentidos do

espírito, o olhar que conhece o futuro. É o deus invocado no jogo de búzios, pois é ele quem conhece

todos os destinos (odus), cabeças (oris) e caminhos. Ele diz a Exu que movimente suas palavras até os

búzios, indicando que orixá esta regendo uma pessoa, porque, com q destino. É considerado um avatar

de Oxalá, pois ele estava no começo do mundo. Olodumare (o universo) Obatalá (o principio), Oxalá (a

criação), Oxaguiã (o conflito), Orunmilá (intuição), Oduduwa (o planeta terra), Ajalá (o oleiro q molda

os oris - cabeças)e Fururu (o sopro de vida) são considerados Oxalá todos eles. O começo de tudo. O

princípio dividido em oito, o infinito.

Diz o mito que Obatalá havia reunido todos os materiais necessários à criação do mundo e que mandou

a Estrela da Manhã convocar todos os orixás a fim de começar o trabalho com sua ajuda. Mas na hora

marcada, apenas Orunmilá apareceu. Obatalá gostou muito da atitude de Orunmilá e o recompensou,

ordenando à Estrela da Manhã que revelasse a Orunmilá todos os segredos da criação e do porvir. E ela

entregou a Orunmilá todos os segredos e materiais que compõem a vida humana, e que estavam

escondidos há muito tempo dentro de uma concha de caramujo guardada num vaso que ficava entre

as pernas de Obatalá. Orunmilá tornou-se, desde este dia, o dono dos segredos, das magias, das

fórmulas dos ebós, dos rituais, de tudo quanto envolvia o conhecimento da alma humana e de seu

destino. Ele conhece a vontade dos orixás e sabe com que matéria foi feito cada homem.

Outro mito narra que Orunmilá/Ifá é filho dos dois princípios mágicos. Que nasceu mudo e não disse

uma só palavra até a adolescência, quando seu pai lhe bateu com um bastão. E neste dia ele disse :

"Gbê-medji", palavra que ninguém compreendia. Quando apanhou de novo, tempos depois, disse:

"Yeku-medji". E assim, em diversas ocasiões, ele foi dizendo palavras, as 16 palavras q compõem o

opelê-ifá. Depois, disse a seu pai que se apanhasse mais poderia dizer muito mais que uma só palavra.

O pai então bateu muito em Orunmilá, que disse então que ele não ficaria na terra, mas que entregaria

a seu pai uma herança que serviria eternamente para todos os deuses de Oxalá. E explicou que os 16

nomes que havia dito eram os nomes de seus futuros filhos e que cada um deles tinha um

conhecimento. Que se transformaria numa palmeira e que com os caroços de seus frutos (seus filhos)

se faria o jogo de Ifá, que poderia ser consultado quando se quisesse saber o futuro ou como resolver

problemas.

Cor: verde/amarelo

Comida: banana com sal.

Número: 16

Símbolo: iruke (um bastão de madeira, curvo)

Dia da semana: sexta-feira

OXAGUIÃ

Oxaguiã, também conhecido como Ajagunã, é o conflito que antecede a paz; a revolução que antecede

as transformações profundas; a instabilidade necessária ao dinamismo da vida e da sociedade e a

busca do conhecimento. Por isso é compreendido como Oxalá moço, enquanto a paz, a tranqüilidade, a

estabilidade, a sabedoria sao compreendidos como Oxalá velho, Oxalufã. Ele é também guerreiro, e

sente prazer em destruir para q o novo se estabeleça.

Um dos mitos diz que Oxaguiã nasceu apenas de Obatalá. Não teve mãe. Nasceu dentro de uma

concha de caramujo. E quando nasceu, não tinha cabeça, por isso perambulava pelo mundo, sem

sentido.

Um dia encontrou Ori numa estrada e este lhe deu uma cabeça feita de inhame pilado, branca. Apesar

de feliz com sua cabeça. ela esquentava muito, e quando esquentava Oxaguiã criava mais conflitos. E

sofria muito. Foi quando um dia encontrou a morte (iku), que lhe ofereceu uma cabeça fria. Apesar do

medo que sentia, o calor era insuportável, e ele acabou aceitando a cabeça preta que a morte lhe deu.

Mas essa cabeça era dolorida e fria demais. Oxaguiã ficou triste, porque a morte com sua frieza estava

o tempo todo acompanhando o orixá. Foi então que Ogum apareceu e deu sua espada para Oxaguiã,

que espantou Iku. Ogum também tentou arrancar a cabeça preta de cima da cabeça de inhame, mas

tanto apertou que as duas se fundiram e Oxaguiã ficou com a cabeça azul, agora equilibrada e sem

problemas.

A partir deste dia ele e Ogum andam juntos transformando o mundo. Oxaguiã depositando o conflito

de idéias e valores que mudam o mundo e Ogum fornecendo os meios para a transformação, seja a

tecnologia ou a guerra.

Cor: Branca e azul

Numero 4

Comida: Inhame pilado

Dia da semana: sexta-feira

Saudação: Exeuê, babá!, Epa Babá!

OXALUFÃ

Oxalufã é o princípio da criação, o vazio, o branco, a luz, o espaço onde tudo pode ser criado, e

também a paz, a harmonia, a sabedoria que vem depois do conflito (Oxaguiã). O fim do círculo e o

recomeço. Oxalufã é o compasso do terra, Oduduwa. Caminha apoiado em seu cajado cerimonial, que

é o também o símbolo da ligação que ele estabeleceu entre o Orun (o céu) e o Ayê (a terra). O grande

pai ioruba, considerado a bondade masculina.

São muitos os mitos que falam de Oxalá, mas o mais conhecido nos candomblés é o que conta que

Oxalá sentia muitas saudades de seu filho Xangô, e resolveu visitá-lo.

Para saber se a longa viagem lhe seria propícia, foi consultar Orunmilá o deus adivinho, seu grande

amigo. Este jogou os ikins (casca de caroços de dendezeiro) divinatórios e lhe disse que a viagem não

se encontrava sob bons auspícios. E que se ele desejasse que tudo corresse bem deveria se vestir

inteiramente de branco e não sujar suas roupas até chegar ao palácio, devendo também manter

silêncio absoluto até o momento em que encontrasse seu filho.

E assim fez Oxalá.

Exu, contudo, que adorava atormentar Oxalá, disfarçou-se de mendigo e apareceu no caminho deste,

pedindo a ajuda para levantar um pesado saco de carvão que se encontrava no chão. Sem poder

responder nada e sendo piedoso, Oxalá levanta o saco de carvão para Exu, mas estando este saco com

o fundo rasgado, abre-se e cai sobre Oxalá sujando sua roupa branca. Exu ri loucamente e se vai..

Prevenido como sempre fora, Oxalá toma banho num rio e veste roupas brancas novamente. E segue

seu caminho. Novamente Exu se disfarça e pede ajuda ao viajante, dessa vez para entornar um barril

de óleo num tacho.

Sem poder responder para explicar e tendo boa vontade em ajudar, Oxalá levanta o barril e Exu o

derrama sobre suas roupas, que desta vez não podiam mais ser trocadas, pois eram as últimas roupas

limpas que Oxalá tinha para trocar.

Sujo e cansado, Oxalá vai seguindo seu caminho quando vê o exército de Xangô se aproximar dele,

sinal de que estava bem perto de seu destino. Este, contudo, prende Oxalá, confundindo-o com um

procurado ladrão. Como não podia falar, Oxalá nada diz e acaba jogado numa prisão durante sete

anos.

Neste meio tempo o reino de Xangô entra em decadência: suas terras não produzem alimentos, os

animais morrem, o povo fica doente.

Desesperado, Xangô chama um babalaô que ao jogar o ikin lhe diz que todo o mal do reino advém do

fato de haver injustiça na terra do senhor da justiça.

Xangô vai então averiguar pessoalmente todos os presos de seu reino e descobre Oxalá pai na prisão.

Desolado, coloca o velho pai sobre suas próprias costas e o carrega para o palácio, onde se encarrega

de banha-lo e vesti-lo com sua alvas roupas, realizando a seguir uma grande festa.

A cerimônia do candomblé chamada "Águas de Oxalá" rememora este episódio.

Cor: branco

Dia da semana: sexta-feira

Numero 16 e 8

Comida: canjica

Saudação: Epa, Babá! Exeuê, Babá

OXALÁ

Oxalá, o mais importante e elevado dos deuses iorubanos, foi o primeiro a ser criado por Olorum, o

deus supremo. Representa o céu, o princípio de tudo, e foi encarregado de criar o mundo.

De sua união com Iemanjá resultou o nascimento da maioria dos orixás e da linha do horizonte,

dividindo o céu e o mar. É considerado o pai de todos os orixás na cultura iorubana.

Equilíbrio positivo do universo, é o pai da brancura, da paz, da união, da fraternidade entre os povos

da terra e do cosmo. É considerado o fim pacífico de todos os seres. Orixá da ventura, da

compreensão, do entendimento, do fim da confusão.

Oxalá é orixá que vai determinar o fim da vida, o fim da estrada do ser humano, o fim com a certeza

do dever cumprido. A morte deve ser encarada com naturalidade como encaramos os demais assuntos

da nossa vida, pois ela faz parte da natureza e sabemos que tudo tem um início, um meio e um fim.

Exu inicia, Oxalá termina. É assim nas rodas de Candomblé, nos Xirês, quando louvamos todos os

orixás. É ele que sempre atuará como mediador para acalmar discórdias em qualquer plano e

produzindo uma solução, uma definição.

Oxalá era marido de Nanã, senhora do portal da vida e da morte. E por determinação dela, somente os

seres femininos tinham acesso ao portal, não permitindo aproximação de seres masculinos em hipótese

alguma. Determinação que servia também para Oxalá, que com o passar do tempo não se conformava

com esta decisão, não só por ser marido de Nanã, como por sua própria importância no panteão dos

orixás.

Assim pensou até que encontrou uma forma de burlar as determinações de sua esposa. Não fugindo de

sua cor branca, vestiu-se de mulher, colocou o adê (coroa) com os chorões no rosto, próprio das iabás

e aproximou-se no portal satisfazendo enfim sua curiosidade. Foi pego, porém, por Nanã no exato

momento em que via o outro lado da dimensão. Nanã aproximou-se e determinou:

- "Já que tu, meu marido, vestiste-te de mulher para desvendar um segredo tão importante, vou

compartilhá-lo contigo. Terás, então, a incumbência de ser o princípio do fim, aquele que tocará o

cajado três vezes ao solo para determinar o fim de um ser. Porém, jamais conseguirás te desfazer das

vestes femininas e, daqui para frente terás todas as oferendas fêmeas!"

E Oxalá passou a comer não mais como os demais santos aborós (homens), mas sim cabras e galinhas

como as iabás. E jamais se desfez das vestes de mulher. Em compensação, transformou-se no senhor

do princípio da morte e conheceu todos os seus segredos.

ORIXÁS BALÉS (ligados à morte)

OGUM - intimamente ligado a causa de acidentes e desastres

OBALUAIÊ - ligado à doenças letais e contagiosas. Servirá de guia para os espíritos desencarnados;

OIA-IANSÃ - regente dos cemitérios e principalmente por também ser guia dos eguns;

NANÃ - dona do portal da vida e da morte. Considerada como a própria morte;

OXALÁ - princípio ativo da morte. A determinação final. A paz. O fim.

OXÀLÚFÓN

Ele é muito velho, idade avançada, aleijado, lento. Move-se com muita dificuldade, associa-se a idéia

de repouso, de imobilidade, dança curvado e apoiado no Opáxoro, treme de frio e de velhice. Detesta

violência, disputas e brigas, evita tudo que é excitante, come sem sal e sem dendê, odeia côres fortes

e particurlamente o vermelho. A ele pertencem os metais e substâncias brancas como a prata; no reino

vegetal o algodão; no animal o caracol, d'angola, martim pescador e o preá. Tem ódio do cavalo, pois,

por causa deste animal que ficou prêso por sete anos e muito sofreu.

QUALIDADES

BABA NILÀ

BABA OJOBÈ

BABA OTUN DUNDUN- Usa uma tira prêta sob ás vestes.Não se raspa.

BABA OlÓÒKUN- É o responsável pelo fundo do mar.Pai de Yemonjá.

BABA ORY

YJALADÉ

O Òpaxoro,na Africa, é o bastão cerimonial feito de um galho fino de árvore Akoko. No Brasil é feito de

metal branco

LENDA

Oxalufon saudoso de seu filho Xangô resolveu visitá-lo,porém,antes consultou um Babalawó para saber

se correria tudo bem nessa viagem. O Babalawó disse-lhe que não fosse, pois haveria contra

tempos.Oxalufón mesmo assim, quis se aventurar-se. O Babalawó disse-lhe que a viagem seria muito

perigosa, se realmente quisesse ir, deveria seguir tudo

o que êle dissese. Oxalofon aceitou e ele disse que leva-se três peças de roupas brancas e sabão e

aceitasse tudo que lhe acontecesse sem reclamar. Oxalufon fez todas as oferendas que lhe foram

confiadas e partiu, como era muito velho ia muito lentamente,apoiado em seu cajado. Encontrou logo

em seu caminho Exú Elepô Pupa, dono do azeite de dendê, sentado na beira da estrada com um barril

de azeite de dendê do lado, após trocas de saudações, Exú pediu a ele que ajudasse a colocar o barril

sobre a sua cabeça, ele concordou e Exú aproveitou para, durante a operação derramar,

maliciosamente, o conteúdo do barril sobre Oxalufon, pondo-se a zombar dele. Este não reclamou,

seguindo as recomendações do babalawó, lavando-se no rio próximo, pôs uma roupa nova e deixou

aquela como oferenda, continuando a andar e foi vítima, ainda pôr duas vezes, de triste aventuras com

Exú Eleedu, dono do carvão e Exú Alaady, dono do óleo de palma, Oxalufon sem perder a paciência

lavou-se e trocou de roupa, após cada uma das experiências, enfim chegou aos arredores de Oyó e foi

surpreendido pelo tropel de um cavalo que havia fugido, tentando agarra-lo. Os guardas confundindo

com um ladrão, nessa época o roubo de cavalos era um crime ina fiançável pegaram como de costume

na época, quebraram-lhe ás pernas, porque assim que faziam com os ladrões. Preso e impossibilitado

de comunicar-se com seu filho Xangô, pelos maus tratos,acabou por ficar aleijado.Logo as coisas

começaram a cair em Oyó, as colheitas secaram,as mulheres ficaram estéreis, as colheitas não mais

produziam,os animais começaram a morrer, as calamidades e doenças invadiram o reino de Oyó.

Xangô muito preocupado procurou um Oluwo, advinho, este disse-lhe que tudo estava acontecendo por

causa de um velho que estava preso em suas masmorras em seu castelo. Xangô imediatamente se

dirigiu para as masmorras, pois queria saber quem era esse velho que tanto danos a seu reino causara.

Chegando ao calabouço, ordenou que abrissem as celas, para sua surpresa,em uma delas, encontravase

seu pai, soltando imediatamente e suplicando, desculpas, sendo perdoado. Então ,como por

encanto, tudo começou a properar em Oyó. Xangô vestiu seu pai ricamente e banhou-o com as águas

mais limpas das fontes, sercando com belas mucambas, Oxalufon sentiu-se no paraiso, fartas colheitas

e fartos banquetes lhe foram servidos, só tinha um porém, ele estava aleijado e não podia andar, seu

filho então lhe presenteou com uma bengala de prata, ornada com pedras preciosas e pérolas, o

Opaxoró.

Quando Oxalufon teve que seguir para Ilé Yfé, cidade sagrada pelo povo Yorubá, devido ao seu estado

alquebrado, Xangõ pediu a Ayrá que o carregasse nas costas, Ayrá era um Orixá no fundamento de

xangô, era um de seus servos de confiança. Xangô naquele momento estava reconstruindo Oyó, não

podia ausentar-se da cidade nem do seu povo, para redimir-se com Oxalufon, pediu a Ayrá que o

levasse, pois sentia-se indignado com que havia acontecido com seu pai, mesmo sabendo que não

tinha sido de propósito.

Ayrá ia ser o preferido de Oxalufon no período de reconhecimento, entretanto, Ayrá percebeu que

Oxalufon era um Orixá muito especial, um ser de grande sabedoria e sabendo que era da confiança de

xangô, aproveitou o momento para saber os segredos de Oxalufon, então usou de má fé e tentou

convencer a este que Xangô era culpado pelos sete anos que passou na prisão de Oyó.Oxalufon,

porém, estava ciente de que tudo que passou, pois Olodumare e o Babalawo o havia prevenido. Ayrá

passou a ter uma grande rivalidade com xangô, por este motivo não se deve colocá-los juntos na

mesma casa, para xangô se põem pilão e para Ayrá não, porque irá criar confusão entre Oxalufon e

xangõ. Chegando a Yfé, Oxalufon agradecido a Ayrá deu-lhe o título de seu primeiro ministro, fazendo

dele seu mais fiel amigo, por este motivo Ayrá come diferente dos Xangô, sendo suas oferendas

levando todos ingredientes que estavam na mesa de Oxalufon, foi lhe concedido comer em sua gamela

o arroz, a canjica e o mingau de acaçá, sendo lhe proibido o dendê, o sal e os caroços do quiabo, que

quando secos prepara-se certos atins de Exú.

OXAGUIAN

Filho de Oxalufon, é jovem,guerreiro e não perde uma oportunidade de lutar contra Omolú e xangô. É

o único que tem autorização de enfeitar seus colares brancos com as pedras azuis, chamadas de

seguy, e suas roupas brancas podem,ás vezes, levar uma franja vermelha. Está ligado ao culto de

Yroko e dos espíritos, assim como a fertilidade e ao culto dos inhames. È pai de Oxossi Inlé, come com

Ogun já, Oxossi Inlé, Ayrá, Exú, Oyá e Onira. Tem fundamento com Oyá, pois é o dono do atori

fundamento que lhe foi dado por ela, motivo pelo qual as pessoas de Guian devem agradar muito a

Oyá. Vem pelos caminhos de Onira. Tem ligação com Exú. Seus filhos devem evitar brigas, confusões e

mentiras, principalmente não devem enganar a Ogún ou a seus filhos, pois será castigado sem dó. Não

devem comer ovo frito para não esquentar o Orixá, cachaça, sal e dendê. É um Orixá muito perigoso.

QUALIDADES

ORANDIAN

OXANDIAN

OXANDIN

OXANIN

OXAMIN

O QUE É ORI

Dentro da cultura yorùbá, orí é explicado com muito teor de sabedoria e complexidade da bagajem tão

rica que nos foi deixada como herança por esse povo milenar.

Orí não é somente a cabeça que carregamos sustentada pelo pescoço. Sua função é mais profunda e

de suma importância que abrange um conjunto de: <Alma + Personalidade>.

O Orí é o que direciona o ser humano, em todas suas ações, seja lá o que for.

O Orí é como se fosse uma grande bateria que comanda todo nosso corpo. No Orí são gerado energias

positivas, que trazem muito axé para o ser humano,mas em contra partida quando enfraquecida

acumula energias negativas trazendo terríves consequências para o ser humano.

Como tragédias, assassinatos, guerras, loucuras, doenças etc. Tem Orí que é bom e é chamado de orí

energizado, calibrado as pessoas que tem esse ori são pessoas afortunadas, possuidoras de Olorí-IRE.

As pessoas que carregam um mal ori, são pessoas infelizes possuidoras de OLORÍ-Buruku.

Por isso eu chamo a atenção de todos que estão lendo essa explanação, trate de cuidar de seus oris,

dando comida a cabeça, passando primeiro pelo processo de limpeza como:<Balaio de Eguns, comida a

bara, comida a terra, comida a Ikú, odus, bori branco a cabeça, com assento de Ibaori.

AXÉ ORÍ

ORUNMILÁ IFÁ

O Oráculo africano. Deus dos destinos que aparece no Candomblé como qualidade de Oxalá.Teria sido

o encarregado de estabelecer a ordem no mundo, de separar os elementos e instituir a paz entre os

homens.É o dono das nozes que revelam a vontade dos deuses, o senhor da adivinhação, que exprime

a palavra do criador. As mulheres não podem ser sacerdotizas de Ifá.

Não se manifesta. Dono dos Búzios, Ifá é um orixá muito importante e muito bom, acredita-se que o

deus todo poderoso mandou Ifá que morava lá no céu para terra, para que êle consertasse, deu

sabedoria, conhecimento e muita inteligência que lhe permitiu o poder maior entre os outros Orixás.

ESSABAS:

Folha da costa (Oxalufan)

Tapete de Oxalá (Boldo)

(Oxafufan)

Folha da fortuna – Ori-dumdum

Rama de leite - Obô

Colônia

Golfo branco de Monan

Levante (Oxoguian)

Arruda (Oxoguian)

Lingua de vaca (Oxalufan)

Bredo sem espinho – Teté

Alfavaquinha – Orim-rim

Folha de bicho – Ibin

Malva branca – Efin

Folha de vintém – Ilerin

Beldroega – Omim

Golfo branco – Omin-ojú

Jarrinha – Jacomijé

Folha de neve branca, cana

do brejo – Timim

Folha da Costa branca –

Pachoró

Parietária – Monam

Parioba – Peculé

Folha de leite – Omim-ibáojú

Taioba – Bala

Cajá – Jamin

Mutamba – Aferê

ÒRÌSÀNLÁ

ÁGUA DE LEVANTE; AKÓKÓ; VENCE DEMANDA; TAPETE DE OXALÁ;

SÁLVIA; PAINEIRA; MANJERICÃO; MAMOEIRO; MALVA BRANCA;

MACAÇA; JITIRINA; INHAME; GUACO; FUNCHO; FOLHA VINTÉM; EWEBI;

ERVA PRATA; COLONIA; BOLDO; BETE CHEIROSO; ALGODÃO;

BELDROEGA; DENDEZEIRO; FOLHA DE BICHO; FOLHA DA FORTUNA;

LOURO; MANJERONA; SANGOLOVO ( CANA DO BREJO ); UMBU;

MANACÁ; ARRUDA; LINGUA DE VACA; MILAGRE DE SÃO JOAQUIM;

ALFAVACA; ERVA DOCE.

OXALÁ

Locais de maior vibração dos

orixás

colina descampada

As cores e flores que são

regidas pelos orixás:

Branca ( Palmas e Rosas)

As bebidas que são regidas

pelos orixás: Vinho tinto doce

Frutos e Frutas Uva Branca.

Algumas das comidas mais

comuns oferecidas aos

Orixás:

Canjica branca cozida, regada com mel e noz moscada em pó, coberta

com algodão.

Mencionaremos aqui as ervas

mais conhecidas no Rio de

Janeiro:

Tapete de Oxalá (Boldo), Manjericão branco, Puejo, Cinco Chagas, Saião,

Alecrim, Barba de Velho, Canela de Velho.

Os Orixás normalmente

trazem em seus filhos suas

características físicas e de

caráter. Assim podemos dizer

que os filhos de:

Os Orixás têm suas

preferências também quanto

aos metais. A prata e o chumbo.

Calendário Festivo da

Umbanda

LENDA DE OXALUFAN - OXALÁ (A CRIAÇÃO DA TERRA)

Olorun, Deus supremo, criou um ser, a partir do ar (que havia no início dos tempos) e das

primeiras águas. Esse ser encantado, que era todo branco e muito poderoso, foi chamado Oxalá. Logo

em seguida, criou um outro orixá que possuía o mesmo poder do primeiro, dando-lhe o nome de

Nanan. Os dois nasceram da vontade de Olorun de criar o universo.

Oxalá passou a representar a essência masculina de todos os seres, tornando-se o lado direito

de Olorun. Nanan, por sua vez, teria a essência feminina, e representaria o lado esquerdo. Outros

orixás também foram criados, formando-se um verdadeiro exército a serviço de Olorun, cada um com

uma função determinada para executar os planos divinos.

Exú foi o terceiro elemento criado, para ser o elo de ligação entre todos os orixás, e deles com

Olorun. Tornou-se costume prestar-lhe homenagens antes de qualquer outro, pois é ele quem leva as

mensagens e carrega os ebós.

Olorun confiou à Oxalá a missão de criar a Terra, investindo-o de toda a sabedoria e poderes

necessários para o sucesso dessa importante tarefa. Deu a ele uma cabaça contendo todo axé que

seria utilizado.

Oxalá, orgulhoso por ter recebido tamanha honraria, achou desnecessário fazer as oferendas a

Exú.

Exú, vendo que Oxalá partira sem lhe fazer as oferendas, previu que a missão não seria

cumprida, pois, mesmo com a cabaça e toda a força do mundo, sem a sua ajuda não conseguiria

chegar ao local indicado por Olorun.

A caminhada era longa e difícil, e Oxalá começou a sentir sede, mas, devido à importância de

sua missão, não podia se dar ao luxo de parar para beber água. Não aceitou nada do que lhe foi

oferecido, nem mesmo quando passou perto de um rio interrompeu a sua jornada. Mais à frente,

encontrou uma aldeia, onde lhe ofereceram leite de cabra para saciar sua sede, que também foi

recusado.

Todos os caminhos pareciam iguais e, depois de andar por muito tempo, sentiu-se perdido. De

repente, ele avistou uma palmeira muito frondosa, logo à sua frente, Oxalá, já delirando de tanta sede,

atingiu o tronco da palmeira com seu cajado, sorvendo todo o líquido que saía de suas entranhas (era

vinho de palma). Embriagado pela bebida, desmaiou ali mesmo, ficando desacordado por muito tempo.

Exú avisou Nanan que Oxalá não havia feito as oferendas propiciatórias, por isso não terminaria

sua tarefa. Ela, agindo por contra própria, resolveu consultar um babalawô para realizar devidamente

as oferendas. O sacerdote enumerou uma série de coisas que ela deveria oferecer, entre elas um

camaleão, uma pomba, uma galinha com cinco dedos e uma corrente com nove elos. Exú aceitou tudo,

mas só ficou com a corrente, devolvendo o restante à Nanan, pois ela iria precisar mais tarde. Outros

sacrifícios foram realizados, até que Olorun a chamou para procurar Oxalá, que havia esquecido o saco

da criação com o qual criaria a Terra. Nanan, após terminar suas oferendas, foi atrás de Oxalá,

encontrando-o desacordado próximo ao local onde deveria chegar.

Ao saber que Oxalá havia falhado em sua missão, Olorun ordenou que a própria Nanan

prosseguisse naquela tarefa com a ajuda de todos os orixás. E assim foi feito. Nanan pegou o saco da

criação e o entregou à pomba, para que voasse em círculo. A galinha com cinco dedos foi solta, para

espalhar aquela imensa quantidade de terra, e, finalmente, o camaleão arrastou-se vagarosamente,

para compactá-la e torná-la firme.

Quando Oxalá acordou, viu que a Terra já havia sido criada, e não o fora por ele. Desesperado,

correu até Olorun, que o advertiu duramente por não ter reverenciado Exú antes de partir, julgando-se

superior a ele. Oxalá, arrependido, implorou perdão. Olorun, sempre magnânimo, deu-lhe uma nova e

importantíssima tarefa, que seria a de criar todos os seres que habitariam a Terra. Desta vez ele não

poderia falhar!

Usando a mesma lama que criou a Terra, Oxalá modelou todos os seres, e, insuflando-lhes seu

hálito sagrado, deu-lhes a vida.

Desta forma, Nanan e Oxalá desempenharam tarefas igualmente importantes, juntamente com a

valiosa ajuda de todos os orixás, que possibilitaram o surgimento deste novo e maravilhoso mundo em

que vivemos.

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